Produção textual- Conceito que possa ter se apresentado contra as idéias que tinham sobre ele...
A inclusão escolar precisa vencer a “ política do avestruz”, onde se faz que conta que agora as crianças com necessidades especiais estão na escola, tudo está bem. Entre as dificuldades encontradas, afirma-se que há uma demora na proposição de mudanças pedagógicas, nas reformas do espaço físico e, até, na atitude de muitos pais em reconhecerem e aceitarem as dificuldades de seus filhos.
Embora grandes números de educadores estejam empenhados em estabelecer uma relação respeitosa e solidária entre os alunos, incentivando a convivência na diversidade, as escolas continuam com seus currículos engessados e metas quantitativas a serem cumpridas. Mantêm-se os alunos com necessidades especiais em classes comuns, mas com atendimento generalizado; os alunos são diferentes, mas o resultado final tem que ser igual.
Além disso, a formação continua dos profissionais da educação é incipiente, nesta área, principalmente a dos professores que recebem orientações desencontradas e pouco concretas; sem contar que muitos professores são avaliados e pagos pelo rendimento global de suas turmas.
Outro transtorno a ser vencido é a inadequação do material pedagógico e/ou tecnológico e a adaptação do mobiliário das salas de aula. Assim, a construção de uma simples rampa para vencer um degrau ou dois que impedem a acessibilidade a um determinado ambiente escolar, demanda uma árdua luta. Não tem sido fácil assegurar o direito de permanência dos “incluídos” nas escolas.
Além disso, tem-se reclamado nas escolas do crescente número de alunos com “inclusão sem laudo”. Quando os professores detectam algum empecilho na aprendizagem do aluno e encaminham para uma solução, às vezes simples, não encontram o respaldo da família. Muitos pais com medo do preconceito, outros por ignorância, alguns por acomodação preferem não reconhecer as dificuldades de seus filhos. Há aqueles que acreditam que o problema é exclusivo da escola e dizem que não podem “perder o dia de serviço”. Temos visto que há escolas que encaminham à oftalmologistas (onde, se necessário, as crianças ganham óculos), médicos especialistas, etc.,porém os pais não comparecem `as consultas marcadas.A busca de solução não pode ser unilateral!
Ainda que se reconheça que algumas unidades escolares têm um trabalho eficiente de inclusão, são “ilhas” no grande continente brasileiro. E, enquanto os “avestruzes” não forem forçados a mudarem de posição, continua-se a política de inclusão “tolerada”.
É absolutamente necessário que se invista na formação inicial e continuada de trabalhadores da educação, desde o agente de serviços aos inspetores de aluno, dos professores aos gestores. Importa, também, que a escola consiga uma participação efetiva da comunidade: uma comunidade bem informada e participativa terá condições de efetivar o cumprimento dos direitos dos alunos e deveres do Estado.
Quanto aos demais, enquanto o encaminhamento político se faz lento, faz-se necessário investimentos na transformação da ação cotidiana nas salas de aula através do empenho pessoal, da reflexão e de cursos como estes oferecidos via EAD.
Lembrando ainda que, estamos atentos e conscientes de que a solução não está apenas na escola e que somente a eliminação dos preconceitos, desigualdades sociais e econômicas possibilitará uma conquista cidadã dos alunos com necessidades especiais na integração escolar.
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