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quinta-feira, 24 de março de 2011

A ÁGUA NOSSA DE CADA DIA...





       Na crise socioambiental atual, acredita-se que preservar o meio ambiente é fator determinante para impedir a destruição da humanidade. È necessário consciência e sensibilidade para mudar a realidade em que estamos inseridos. Dentre as variadas possibilidades, o aspecto que ora nos interessa é a crise da água no século XXI.
        A falta d'água não é um problema da natureza, mas consequencia da ação humana..Então, qual a melhor maneira para enfrentar o problema da escassez de água, do desperdício, do mau uso, da degradação de sua qualidade pela poluição de suas fontes?  A busca de uma convivência harmônica com a água é o pontapé inicial para a continuidade da vida no planeta.
        OS 3% da água potável disponível no planeta Terra não está distribuída de maneira equilibrada entre os homens; embora a ONU reconheça que, como direito humano, cada pessoa precisaria de 20 a 50 litros diários de água limpa para beber, cozinhar e manter a higiene mínima.
         O Brasil tem 13,7% da água doce do planeta porém 80% desta quantidade está em regiões hidrográficas do Amazonas e Tocantins, onde vivem 10% da população. Enquanto isso, falta água na região do semiárido e em capitais do sul e dudeste onde há uma super concentração urbana.
           Nos grandes centros urbanos, além do alto consumo da água, há o problema da contaminação dos mananciais pelos esgotos domésticos e industriais e uma grande demanda por recuros hidricos  para produção de alimentos e bens de consumo.
           Dessa forma, o uso inteligente da água é uma das saídas imediatas para minimizar a crise em que estamos inseridos. È necessário que a sociedade mude de postura e que cada um de nós contribua com ações pessoais e coletivas.
           Entre as práticas possíveis estão:
           = fechar a torneira enquanto se ensaboa a louça;
           = fechar a torneira enquanto se escova os dentes:
           = tomar banhos mais rápidos, fechando o registro enquanto se ensaboa o corpo e/ou cabelos;
           = "fazer xixi no banho" (campanha SOS Mata Atlântica);
           = não lavar roupa íntima no banho;
           = não varrer calçadas com o jato de mangueiras e nem mesmo lavar carros desta maneira. Usar água da chuva armazenada ou fazer reuso de água de lavar roupas;
           = usar vaso sanitário moderno. (Lembrar que os modelos antigos usam cerca de 20 litros de água por descarga; os mais modernos, 6 litros e, vale destacar, que há modelos que liberam maior ou menor volume de água de acordo com o dejeto a ser desprezado;
         = consertar torneiras  e registros d'água que estejam com vasamentos. (também trocá-las por modelos econômicos);
         = evitar a descarga de esgotos a céu aberto, rios e riachos;
         =economizar energia elétrica (uso indireto); etc.

         Sugestõrd de medidas que dependem de políticas públicas, segundo estudo da Revista  Estudos Avançados nº 63, USP:
           
          = " tratamento de esgotos do município,
          = conservação e preocupação das áreas alagadas;
           = reflorestamento dos efluentes industriais;
           = recuperação dos reservatórios hidroelétricos;
           = educação das populações para sustentabilidade;
           = promoção de projetos de difusão científica para a população;
           = capacitação de gerentes de recursos hídricos dos municípios."
  
            A  população pode  participar direta e indiretamente dessas ações públicas,  cobrando de seus representantes legais.
           O Brasil é um país privilegiado em relação à disponibilidade de recursos hídricos mas há que se criar um novo paradigma para lidar com esse tesouro, pois não podemos esquecer também outros impactos causados pela variação climática que afetam a qualidade e a quantidade de água. A consciência desses fatores já apontam para novas políticas ambientair em se tratando de água para o presente e o futuro.
         Concluímos que  na sociedade em que vivemos, nãoi podemos mais usar a água undiscriminadamente, sem avaliar as consequências. Ressaltamos a necessidade de mobilização pessoal e coletiva para  convivermos de maneira equilibrada, solidária e participativa que implicará na preservação e proteção de recursos hídricos de que dispomos.
          "Não herdamos a terra de nossos antepassados, mas a tomamos emprestadas de nossos descendentes futuros". (Antigo provérbio indígena".

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