Cresci ouvindo uma música de uma peça publicitária que dizia assim: “ Seu Cabral ia navegando, quando alguém logo foi gritando: Terra a vista! Foi descoberto o Brasil.” E, víamos na TV, um desenho mostrando a armada de Cabral que chegava às praias brasileiras, onde era recebido pelos indígenas que gritavam: “Bem vindo, seu Cabral!”.
Quanto romantismo ingênuo permeou as páginas de nossa infância! Hoje, desvendando os processos históricos e as políticas sócio-culturais indígenas percebemos que o tal processo civilizatório não passou de uma desculpa esfarrapada para a aniquilação de várias nações constituídas, com autonomia política, econômica e cultural.
Repito: hoje, a educação indígena busca valorizar a cultura herdada, recuperar a dignidade de um povo por tanto tempo ultrajado, além se inserir-se em um Brasil tão diversificado.Lutam contra preconceitos, falta de apoio governamental e por leis que assegurem o respeito a seus valores e suas vidas.
Tive oportunidade de trabalhar alguns livros escritos e ilustrados por crianças indígenas. Foi muito interessante ver que meus pequeninos queriam escrever suas histórias para compartilhar com as crianças indígenas que vivem na Amazônia.
O estudo deste capítulo possibilitou a transformação de nosso conhecimento e atitudes em uma nova consciência que ora se estabeleceu.
Nosso respeito e admiração aos professores indígenas que pensam uma escola de qualidade “como o curso de um rio que corre para o mar.” (pág. 92. Educ. p/ pop específicas).
Agradeço por mais estes momentos a bordo deste transatlântico educacional!
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