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quinta-feira, 31 de março de 2011

Relações de Gênero

Seminário sobre Relações de Gênero, realizado em Curitiba em 2009.

   
       Em nossa sociedade comumente nos referimos aos gêneros (masculino e feminino) ainda que façam parte de uma sincronia única. Evoluímos e é preciso agregar novos paradigmas dos quais sejam valorizados apenas um gênero: O humano.
       Realmente não importa se um gênero é melhor que o outro, o necessário é ressaltar que seres imperfeitos podem alcançar a perfeição juntos.
       Já está mais do que na hora de lutarmos pela igualdade, pela justiça; não se esqueçam que existem ótimos donos-de-casa e ótimas motoristas de caminhão;tornando todas as pessoas capazes de superarem seus próprios limites.
       O caráter de um ser não pode ser julgado pelo seu sexo e sim pelas suas ações perante si mesmo e a sociedade. Nesta sociedade, ainda extremista, um novo paradigma será o respeito mútuo entre os seres e a igualdade como meta. O primeiro passo neste novo rumo já foi dado!
                                                                          
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=Gp3XAWyRDzM, acesso em 31/03/2001 às 23h.

Educação do campo-Diário de Bordo.

Ó do campo! Ó de bordo!

             Nem todo rio desemboca no mar. Há os que perdem suas águas longe de seus destinos e gotejando no campo, evaporam sem se darem conta de sua importância.
              Educação no campo é embarcar em um cruzeiro precário que promete atender à diversidade social brasileira em rios assoriados pelo êxodo rural rumo aos atrativos urbanos.
             O analfabetismo rural, o atraso escolar das crianças que vivem no campo, são desculpas que o poder público emprega para justificar a “predestinação rural”.
             Hoje a luta dos camponeses é por direitos mínimos para os trabalhadores e escola de qualidade para que os filhos permaneçam dignamente no campo, para que possam engajar-se na sociedade como cidadãos críticos, participativos e cientes de seu próprio valor.
            O rumo das águas turvas retornam ao leito natural do respeito à diferença. A Escola da Alternância é uma das possibilidades para atender filhos de agricultores, para que tenham uma educação teórica de melhor qualidade, voltada para embasar a formação prática nas propriedades rurais. Entendo que este projeto possibilitou que a permanência das famílias e seus filhos no campo com garantia de direitos e emancipação social.
             Anos atrás, trabalhei em uma cidade do interior de São Paulo e vi muita criança abandonando a escola na época da colheita por causa da distância, do cansaço etc.E, por isso, concordando com um calendário escolar diferenciado.
            Enfim, termino essa empreitada assumindo que foi importante navegar nas linhas deste capítulo e conhecer iniciativas tão dignas e importantes para o homem do campo cujo olhar marejado de suor e lágrimas  merece nossos aplausos.

Ó de bordo! Terra a vista!

           Cresci ouvindo uma música de uma peça publicitária que dizia assim: “ Seu Cabral ia navegando, quando alguém logo foi gritando: Terra a vista! Foi descoberto o Brasil.” E, víamos na TV, um desenho mostrando a armada de Cabral que chegava às praias brasileiras, onde era recebido pelos indígenas que gritavam: “Bem vindo, seu Cabral!”.
Quanto romantismo  ingênuo permeou as páginas de nossa infância! Hoje, desvendando os processos históricos e as políticas sócio-culturais indígenas percebemos que o tal processo civilizatório não passou de uma desculpa esfarrapada para a aniquilação de várias nações constituídas, com autonomia política, econômica e cultural.
            Repito: hoje, a educação indígena busca valorizar a cultura herdada, recuperar a dignidade de um povo por tanto tempo ultrajado, além se inserir-se em um Brasil tão diversificado.Lutam contra preconceitos, falta de apoio governamental e por leis que assegurem o respeito a seus valores e suas vidas.
Tive oportunidade de trabalhar alguns livros escritos e ilustrados por crianças indígenas. Foi muito interessante ver que meus pequeninos queriam escrever suas histórias para compartilhar com as crianças indígenas que vivem na Amazônia.
           O estudo deste capítulo possibilitou a transformação de nosso conhecimento e atitudes em uma nova consciência que ora se estabeleceu.
Nosso respeito e admiração aos professores indígenas que pensam uma escola de qualidade “como o curso de um rio que corre para o mar.” (pág. 92. Educ. p/ pop específicas).
           Agradeço por mais estes momentos a bordo deste transatlântico educacional!

Kigrãg - Aprender [parte 1 e 2] Educação Indígena



Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=lOQZWI0C1Sk, acesso em 31/03/2011 às 23h30min.

terça-feira, 29 de março de 2011

A Luta das mulheres pela cidadania...Por Anita Pires.

        Este vídeo da educadora Anita Pires aborda a questão e o fato de que antigamente a mulher não era considerada uma cidadã e uma abordagem histórica quando a mesma começou a exercer a cidadania e das modificações na trajetória feminina conquistadas depois do direito ao voto, da capacidade de construir a relação entre as pessoas e de como a participação das mulheres pode modificar paradigmas.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=d_BfaxrpnAg, acesso em 29/03/2011 às 21h20min.

Momento cidadania.

      Este vídeo nos chama atenção para os cidadãos marginalizados, e que os mesmos precisam ser notados e ajudados para que realmente se tornem cidadãos (com direitos e deveres) e que apesar de tentar resolver esta situação não seja fácil,nos envoca a lutar pela cidadania. Reflita sobre seu papel como cidadão e de que maneira você pode contribuir (mesmo de maneira pequena) para melhoria da qualidade de vida humana.


      Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=ly-dtu0UOgU, acesso em 29/03/2011.

Cidadania e Reciclagem...

       Apesar de ter já elucidado os conceitos de cidadania no vídeo anterior, creio que tal repetição seja enfatizada para reforçar e compreender melhor nosso papel como cidadão.
É um vídeo leve, que creio que poderia ser direcionado à crianças,pois sua trilha sonora agrada e as informações dadas são de fácil absorção,bem como abre possibilidade de a partir da compreensão desse vídeo as crianças evidenciarem seus novos conhecimentos aos pais, que acabam por aprender com seus filhos(as).

       O vídeo entrelaça cidadania, educação,questão da participação e o projeto de reciclagem. Vale a pena assistir!

Fonte:
http://www.youtube.com/watch?v=Kl8QARffG10&feature=related, acesso em 29/03/2011 às 11h20min.  

Cidadania e Meio Ambiente- Uma questão de escolha.

    
      Creio que foi impactante as imagens demonstradas acerca do meio ambiente pois são consequências de uma influência antrópica mal sucedida. As imagens contêm a maioria dos tipos de poluição,bem como ambientes saudáveis; mostrando maneiras de como não causar tanto impacto ambiental porque nossa simplória existência já afeta o meio ambiente. Outro aspecto que seria necessário enfatizar é a música de Nando Reis e Cássia Eller nos faz refletir sobre nossas ações .Apesar de que poderiam ser aperfeiçoadas as maneiras de se contribuir para melhoria ambiental, creio que esta maneira de Educação Ambiental contribui para que o cidadão se torne mais consciente e passe a tomar atitudes pró-ativas que resultem na melhoria de qualidade de vida para todos.

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=90nIZnFTTNo , acesso em 29/03/2011 às 10h.

quinta-feira, 24 de março de 2011

A ÁGUA NOSSA DE CADA DIA...





       Na crise socioambiental atual, acredita-se que preservar o meio ambiente é fator determinante para impedir a destruição da humanidade. È necessário consciência e sensibilidade para mudar a realidade em que estamos inseridos. Dentre as variadas possibilidades, o aspecto que ora nos interessa é a crise da água no século XXI.
        A falta d'água não é um problema da natureza, mas consequencia da ação humana..Então, qual a melhor maneira para enfrentar o problema da escassez de água, do desperdício, do mau uso, da degradação de sua qualidade pela poluição de suas fontes?  A busca de uma convivência harmônica com a água é o pontapé inicial para a continuidade da vida no planeta.
        OS 3% da água potável disponível no planeta Terra não está distribuída de maneira equilibrada entre os homens; embora a ONU reconheça que, como direito humano, cada pessoa precisaria de 20 a 50 litros diários de água limpa para beber, cozinhar e manter a higiene mínima.
         O Brasil tem 13,7% da água doce do planeta porém 80% desta quantidade está em regiões hidrográficas do Amazonas e Tocantins, onde vivem 10% da população. Enquanto isso, falta água na região do semiárido e em capitais do sul e dudeste onde há uma super concentração urbana.
           Nos grandes centros urbanos, além do alto consumo da água, há o problema da contaminação dos mananciais pelos esgotos domésticos e industriais e uma grande demanda por recuros hidricos  para produção de alimentos e bens de consumo.
           Dessa forma, o uso inteligente da água é uma das saídas imediatas para minimizar a crise em que estamos inseridos. È necessário que a sociedade mude de postura e que cada um de nós contribua com ações pessoais e coletivas.
           Entre as práticas possíveis estão:
           = fechar a torneira enquanto se ensaboa a louça;
           = fechar a torneira enquanto se escova os dentes:
           = tomar banhos mais rápidos, fechando o registro enquanto se ensaboa o corpo e/ou cabelos;
           = "fazer xixi no banho" (campanha SOS Mata Atlântica);
           = não lavar roupa íntima no banho;
           = não varrer calçadas com o jato de mangueiras e nem mesmo lavar carros desta maneira. Usar água da chuva armazenada ou fazer reuso de água de lavar roupas;
           = usar vaso sanitário moderno. (Lembrar que os modelos antigos usam cerca de 20 litros de água por descarga; os mais modernos, 6 litros e, vale destacar, que há modelos que liberam maior ou menor volume de água de acordo com o dejeto a ser desprezado;
         = consertar torneiras  e registros d'água que estejam com vasamentos. (também trocá-las por modelos econômicos);
         = evitar a descarga de esgotos a céu aberto, rios e riachos;
         =economizar energia elétrica (uso indireto); etc.

         Sugestõrd de medidas que dependem de políticas públicas, segundo estudo da Revista  Estudos Avançados nº 63, USP:
           
          = " tratamento de esgotos do município,
          = conservação e preocupação das áreas alagadas;
           = reflorestamento dos efluentes industriais;
           = recuperação dos reservatórios hidroelétricos;
           = educação das populações para sustentabilidade;
           = promoção de projetos de difusão científica para a população;
           = capacitação de gerentes de recursos hídricos dos municípios."
  
            A  população pode  participar direta e indiretamente dessas ações públicas,  cobrando de seus representantes legais.
           O Brasil é um país privilegiado em relação à disponibilidade de recursos hídricos mas há que se criar um novo paradigma para lidar com esse tesouro, pois não podemos esquecer também outros impactos causados pela variação climática que afetam a qualidade e a quantidade de água. A consciência desses fatores já apontam para novas políticas ambientair em se tratando de água para o presente e o futuro.
         Concluímos que  na sociedade em que vivemos, nãoi podemos mais usar a água undiscriminadamente, sem avaliar as consequências. Ressaltamos a necessidade de mobilização pessoal e coletiva para  convivermos de maneira equilibrada, solidária e participativa que implicará na preservação e proteção de recursos hídricos de que dispomos.
          "Não herdamos a terra de nossos antepassados, mas a tomamos emprestadas de nossos descendentes futuros". (Antigo provérbio indígena".

Com todas as letras


    O texto lido realmente leva-nos a confrontar o que supostamente sabemos em relação aos indígenas brasileiros. È um choque ler “com todas as letras” sobre a violência da expansão marítima portuguesa e espanhola e tomar consciência do engodo que foi nos ensinado na infância. Além de percebermos a visão eurocêntrica da mídia que retrata o índio como um bárbaro, por seus costumes diferentes, ou “coitadinhos” carentes da solidariedade humana.
    Surpreendi-me ao saber que no tempo do Brasil Colônia havia leis de proteção aos índios e que, como as modernas, também não funcionavam. Porém, a perplexidade foi maior ao  descobrir que os índios para serem considerados cidadãos brasileiros precisam deixar de serem índios. E isto em um país onde qualquer estrangeiro pode vir a ter dupla cidadania, veta-se a quem é de direito a sua identidade étnica! Percebe-se que o processo civilizatório em curso precisa ser revisto também neste ponto.
   E, ao rever paradigmas, ao ler sobre o “manual de urbanidades” vi-me na sala de aulas. Com certeza, fiz uma reflexão sobre minha prática e o que é ser “útil à pátria”
    É verdade que nota-se avanços  no Brasil na questão das políticas educacionais em relação à escola indígena. A autonomia dos professores indígenas para montarem seus currículos é importante tanto quanto dispor de recursos financeiros para viabilizá-los (será que há verba disponível para tal?)
    Tive oportunidade de conhecer alguns livros escritos por crianças indígenas e apresentá-los a meus alunos. Foi estimulante perceber o que temos em comum e diferenças entre estes brasileirinhos que estão tão longe do nosso cotidiano.
     Por isso, concordo quando se afirma que a “escola formal” ainda é modelo para a escola de índio”. Também ouso achar importante desenvolver uma ortografia para as línguas orais indígenas pois acredito ser o caminho para que elas não se percam neste caldeirão de transformações tecnoculturais da globalização.
     Parabenizo quem está nesta luta contra o descaso pela cultura dos índios brasileiros. E, de minha parte, creio que não posso deixar de dar aos meus alunos a oportunidade de ter um novo olhar sobre a história brasileira.    

Navegar é preciso

Diário de bordo- Educação para populações específicas.
            Complemento o poeta e digo: “navegar é preciso e difícil!”. E não há pior situação do que viajar como clandestinos  escondidos nos porões da sociedade, presos pelos grilhões da ignorância, da insegurança, do desrespeito e da injustiça.
            O EJA propicia a jovens e adultos mais do que a alfabetização permite tirar o passaporte da cidadania e possibilita que se viaje nesta vida como respeitável ser humano. Como reflexo, o processo de escolarização dos filhos será mais sólido e a família poderá se estabelecer com respeitabilidade.
            A prática como professora do EJA nos permite ver que muitos jovens e adultos depois desta dura viagem, aterrissam na sociedade de cabeça erguida. Infelizmente, muitos se perdem no mar das dificuldades cotidianas e cíclicas: não alfabetizados- baixos salários- excesso de horas para compensar. A educação ajudaria a reverter o quadro, porém, na luta pela sobrevivência a escola é abandonada várias vezes.
            Nós, educadores do EJA somos, então, como um farol aceso em noite escura; l firmes, prontos para direcionar os navegantes que por lá passaram; sempre dispostos para contribuir a fim de que cheguem ao porto seguro em uma interação participativa com os que já estão em segurança na praia da dignidade.   

Diário de Bordo 
Ó do campo! Ó de bordo!
             Nem todo rio desemboca no mar. Há os que perdem suas águas longe de seus destinos e gotejando no campo, evaporam sem se darem conta de sua importância.
              Educação no campo é embarcar em um cruzeiro precário que promete atender à diversidade social brasileira em rios assoriados pelo êxodo rural rumo aos atrativos urbanos.
             O analfabetismo rural, o atraso escolar das crianças que vivem no campo, são desculpas que o poder público emprega para justificar a “predestinação rural”.
             Hoje a luta dos camponeses é por direitos mínimos para os trabalhadores e escola de qualidade para que os filhos permaneçam dignamente no campo, para que possam engajar-se na sociedade como cidadãos críticos, participativos e cientes de seu próprio valor.
            O rumo das águas turvas retornam ao leito natural do respeito à diferença. A Escola da Alternância é uma das possibilidades para atender filhos de agricultores, para que tenham uma educação teórica de melhor qualidade, voltada para embasar a formação prática nas propriedades rurais. Entendo que este projeto possibilitou que a permanência das famílias e seus filhos no campo com garantia de direitos e emancipação social.
             Anos atrás, trabalhei em uma cidade do interior de São Paulo e vi muita criança abandonando a escola na época da colheita por causa da distância, do cansaço etc.E, por isso, concordando com um calendário escolar diferenciado.
            Enfim, termino essa empreitada assumindo que foi importante navegar nas linhas deste capítulo e conhecer iniciativas tão dignas e importantes para o homem do campo cujo olhar marejado de suor e lágrimas  merece nossos aplausos.
Diário de bordo.
Ó de bordo! Terra a vista!
Cresci ouvindo uma música de uma peça publicitária que dizia assim: “ Seu Cabral ia navegando, quando alguém logo foi gritando: Terra a vista! Foi descoberto o Brasil.” E, víamos na TV, um desenho mostrando a armada de Cabral que chegava às praias brasileiras, onde era recebido pelos indígenas que gritavam: “Bem vindo, seu Cabral!”.
Quanto romantismo  ingênuo permeou as páginas de nossa infância! Hoje, desvendando os processos históricos e as políticas sócio-culturais indígenas percebemos que o tal processo civilizatório não passou de uma desculpa esfarrapada para a aniquilação de várias nações constituídas, com autonomia política, econômica e cultural.
Repito: hoje, a educação indígena busca valorizar a cultura herdada, recuperar a dignidade de um povo por tanto tempo ultrajado, além se inserir-se em um Brasil tão diversificado.Lutam contra preconceitos, falta de apoio governamental e por leis que assegurem o respeito a seus valores e suas vidas.
Tive oportunidade de trabalhar alguns livros escritos e ilustrados por crianças indígenas. Foi muito interessante ver que meus pequeninos queriam escrever suas histórias para compartilhar com as crianças indígenas que vivem na Amazônia.
O estudo deste capítulo possibilitou a transformação de nosso conhecimento e atitudes em uma nova consciência que ora se estabeleceu.
Nosso respeito e admiração aos professores indígenas que pensam uma escola de qualidade “como o curso de um rio que corre para o mar.” (pág. 92. Educ. p/ pop específicas).
Agradeço por mais estes momentos a bordo deste transatlântico educacional!
Diário de Bordo
Ó quilambola de bordo!
Que nau trouxestes aqui? Que mares e mostros enfrentastes antes de atracar em portos brasileiros? Que turbulência ainda te rodeia neste mundo que se diz civlizado e democrático?Quanto de ti ainda temos por conhecer antes de te admirar completamente?
Embarquei no estudo da educação quilambola e me surpreendi como ainda temos o que aprender sobre a realidade destas comunidades. Interessei-me principalmente pelo aspecto do movimento negro vinculado às questões do meio ambiente sustentável e contra as barragens hidrelétrica no Vale do Ribeira.
Percebo que o trabalho que realizamos nas escolas urbanas sobre as comunidades quilambolas ainda é muito tímido diante da reiqueza de seu cotidiano: crianças, homens e mulheres desenvolvem brincadeiras, trabalhos e um sistema de "aprender-sistematizar-devolver o aprendizado" que merece mais nossa atenção.
As práticas educativas destas comunidades pautam-se pela aprendizagem coletiva que respeitas as diferenças de cada indivíduo e são muito dinâmicas e envolventes; também, muito diferentes da luta dos negros urbanos.
A cultura afro é um mar que precisamos aprender a navegar para assegurar que nosso trabalho também seja de qualidade.
Nilva R.Oliveira.

Politica do avestruz


Produção textual- Conceito que possa ter se apresentado contra as idéias que tinham sobre ele...
                   A inclusão escolar precisa vencer a “ política do avestruz”, onde se faz que conta que agora as crianças com necessidades especiais estão na escola, tudo está bem. Entre as dificuldades encontradas, afirma-se que há uma demora na proposição de mudanças pedagógicas, nas reformas do espaço físico e, até, na atitude de muitos pais em reconhecerem e aceitarem as dificuldades de seus filhos.
                   Embora grandes números de educadores estejam empenhados em estabelecer uma relação respeitosa e solidária entre os alunos, incentivando a convivência na diversidade, as escolas continuam com seus currículos engessados e metas quantitativas a serem cumpridas. Mantêm-se os alunos com necessidades especiais em classes comuns, mas com atendimento generalizado; os alunos são diferentes, mas o resultado final tem que ser igual.
                  Além disso, a formação continua dos profissionais da educação é incipiente, nesta área, principalmente a dos professores que recebem orientações desencontradas e pouco concretas; sem contar que muitos professores são avaliados e pagos pelo rendimento global de suas turmas.
                  Outro transtorno a ser vencido é a inadequação do material pedagógico e/ou tecnológico e a adaptação do mobiliário das salas de aula. Assim, a construção de uma simples rampa para vencer um degrau ou dois que impedem a acessibilidade a um determinado ambiente escolar, demanda uma árdua luta. Não tem sido fácil assegurar o direito de permanência dos “incluídos” nas escolas.
                 Além disso, tem-se reclamado nas escolas do crescente número de alunos com “inclusão sem laudo”. Quando os professores detectam algum empecilho na aprendizagem do aluno e encaminham para uma solução, às vezes simples, não encontram o respaldo da família. Muitos pais com medo do preconceito, outros por ignorância, alguns por acomodação preferem não reconhecer as dificuldades de seus filhos. Há aqueles que acreditam que o problema é exclusivo da escola e dizem que não podem “perder o dia de serviço”. Temos visto que há escolas que encaminham à oftalmologistas (onde, se necessário, as crianças ganham óculos), médicos especialistas, etc.,porém os pais não comparecem `as consultas marcadas.A busca de solução não pode ser unilateral!
                  Ainda que se reconheça que algumas unidades escolares têm um trabalho eficiente de inclusão, são “ilhas” no grande continente brasileiro. E, enquanto os “avestruzes” não forem forçados a mudarem de posição, continua-se a política de inclusão “tolerada”.
                  É absolutamente necessário que se invista na formação inicial e continuada de trabalhadores da educação, desde o agente de serviços aos inspetores de aluno, dos professores aos gestores. Importa, também, que a escola consiga uma participação efetiva da comunidade: uma comunidade bem informada e participativa terá condições de efetivar o cumprimento dos direitos dos alunos e deveres do Estado.
                 Quanto aos demais, enquanto o encaminhamento político se faz lento, faz-se necessário investimentos na transformação da ação cotidiana nas salas de aula através do empenho pessoal, da reflexão e de cursos como estes oferecidos via EAD.
                  Lembrando ainda que, estamos atentos e conscientes de que a solução não está apenas na escola e que somente a eliminação dos preconceitos, desigualdades sociais e econômicas possibilitará uma conquista cidadã dos alunos com necessidades especiais na integração escolar.
                  

     
                          

Ó de bordo


Módulo 2 - Unidade 1 "Fundamentos  para educação na diversidade"
   Ó, de bordo!
   Arrumar uma passagem neste EAD já não foi fácil. Embarcar, então...                   A princípio, senti na pele o que é a exclusão digital. Acostumada com plataformas mais simplificadas, subir neste "transatlântico foi emocionantemente assustador. Os breves momentos que disponho nas UEs onde trabalho não são suficientes para ler, entender e atender às   solicitações. E, morando em um lugar onde a navegação pela internet ainda usa carretel, quase afoguei-me na  ansiedade. Buscando participar e cumprir os prazos, algumas colegas me emprestaram suas bóias até que eu pudesse ter as minhas. Resolvendo as questões tecnológicas, concentrei-me no estudo e aprendizagem, almejando transformação e ação. Um transatlântico é sempre mais dinâmico que um barco à vela , onde eu postava uma vez por mês. E, novamente, senti-me uma aluna de inclusão pois preciso ler e  reler o texto várias vezes, pesquiso buscando mais informações, troco idéias procurando esclarecimentos, faço rascunhos e, só então, estou pronta para postar. Adequar-me a essa nova dinâmica requer tempo... quero fazer e não estou dando conta... pensarão minhas tutoras que eu assumi um compromisso e não quero cumprì-lo?... será que vou ser substituída por alguém mais eficaz?...etc. 
Os fatos e os questionamentos relatados levaram-me a refletir sobre a posição de nosso aluno que gostaria de inserir-se no contexto escolar e não consegue! Conforme vimos nesta unidade, nos preocupamos em educar para a convivência e o respeito à individualidade, às diferenças, estimulamos discussão, reflexão e mudanças de atitudes. Mas, também, lutamos para ultrapassar nossos próprios limites, eliminar os resquícios de velhos preconceitos." Será que a ação que propomos não é apenas estiriotipada, para cumprir o currículo? "  É necessário dar oportunidade para o aluno falar sobre os apectos positivos e negativos da tolerância, trocar opiniões, perceber os diferentes matizes  da realidade; fazê-lo perceber que sem conhecimento não dá para julgar nem para lutar pela dignidade humana. Uma das escolas onde trabalho faz projetos importantes e os professores têm conseguido melhorar a convivência, o respeito... porém, percebo que os aluno se importam com os colegas apenas no calor das discussões, as reclamações não vão longe, logo se distraem... Exemplo: uma vez por semana vão à minha sala, que é fora do prédio principal, e para acessá-la há um degrau de mais ou menos 15 cms. Tudo bem para quem não é cadeirante nem tem outro transtorno de locomoção. Quase todas as semanas há reclamações:várias vezes, abaixo-assinado... várias vezes, discurso no Conselho de Escola...e o degrau continua lá, intacto, impassível, indiferente às solicitações. Há os que acham que a solução deve vir "de cima"... mas como chegar a esse "de cima" ?...                      O estímulo à participação da comunidade com as questões escolares não tem sido fecundo e um "degrau" físico espelha uma realidade ainda sórdida: não é comigo... porque se fosse... O desafio escolar e social é fazer o indivíduo perceber que ele é parte do todo, que fazer o bem comum aperfeiçoa nossa conduta, nos fortalece como grupo e traz satisfação pessoal.                     Motivada pelo texto, discuti  o tema também para minha outra escola, alunos do Ensino Médio, e a reação foi interessante, dava para perceber no olhar  e/ou na fala o questionamneto interior. Enfim, o estudo desta unidade foi mais um estímulo para levar nosso aluno a pensar no coletivo, a participar dele e a descobrir a importância de sua própria cidadania
   Módulo 2 - Unidade 2  "Valores e educação"
Ó, de bordo II
Ao embarcar nesta unidade, imediatamente liguei os motores da autorreflexão: sou cria da educação tradicional no período da ditadura. O que ensinavam na escola e na igreja era a verdade absoluta que eu levava para casa onde meu pai, funileiro, minha mãe, doméstica e vovó, parteira diziam: "Calma... não é bem assim. Estude um pouco mais...Mas, eles também tinham alguns valores questionáveis; lembro qu acreditava que ser comunnista era pecado, que cruzar as pernas era coisa de mulher à toa, etc. Todavia, o maior bem que me deram foi o amor aos estudos. E, estudando, fui destruindo algumas crenças, construindo outras. Desta maneira, descobri o que era a dignidade humana, a importância da diversidade cultural e religiosa, aprendi a reconhecer e praticar a solidariedade e a importância da liberdade de pensar e expressar nossas idéias bem como do "perigo" de fazê-lo. Claro que meus novos valores várias vezes conflitaram com os antigos (isso ainda acontece); por outras, a culpa causou-me insônia, principalmente quando comecei a lecionar.                        Hoje instigo meus alunos a questionarem oe que lhe ensinam; peço que reflitam sobre o objetivo de nossas palavras para que percebam a nossa intenção. Confesso que, de vez em quando sinto vontade de camuflá-la.                                                                                                                               Depois de ter lido a Unidade 2, levei aos alunos de 7ª e 8ª séries a questão sobre os direitos humanos - só por mencioná-lo, o tema causou polêmica; a visão implantada pela mídia e ressaltada conforme explicou Benevides  "identificação entre direitos humanos e direitos da marginalidade". (Unidade 2, pág. 46). Realmente, não é fácil ampliar um conceito, todavia, conseguimos chegar ao consenso de que é fundamental respeitar a liberdade e a variedade humana. Sei que será preciso continuar revisitando este tema até que as falas e ações demonstrem que se apropriaram de novos conceitos.                                                                                            Concluo que este capítulo estimulou-me a resistir à determinados valores propagados nas escolas, a questionar outros e a suspeitar se aquilo que tenho certeza ainda será verdade daqui a um século.
        Volume 2 - Unidade 3 - "Direito de aprender de todos e de cada um"
 Ó, de bordo III
  Percebo que este curso foi elaborado para ser um mapeamento, com lente de aumento, de nossa consciência individual e nossa prática pedagógica. E, esta unidade chamou a atenção porque neste momento a sociedade está discutindo sobre o bullying; vários profissionais buscam explicar essa violência crescente nas escolas onde alguns alunos vitimizam um colega, excluindo-o do direito de aprender e conviver. Lemos textos, analisamos casos, assistimos a vídeos com os alunos a fim de despertar a consciência do mal provocado por esta prática, tanto para o indivíduo quanto para  o grupo que fica a mercê do "bully" ( o briguento). Se o tema foi mais interessante para o cotidiano escolar, consequentemente, participar do fórum pareceria fácil mas... opinar na rede é algo de muita responsabilidade e exigiu concentração e reflexão. A troca de experiências entre os colegas também tem sido parceria importante para aprimorar nossa prática com sugestões de ações, programas preventivos e até de teorias e leis a serem abordadas sobre o assunto. Lembrando que, como não faço apenas este curso e trabalho em duas redes, acabamos encontrando pessoas de nosso grupo e polo assim como de outros grupos e polos. Tais contatos têm sido pessoais e/ou virtuais.                                                                   O que se percebe é que o cotidiano escolar tem mudado em prol de uma "cultura de paz" e que muito disso se deve ao professor que se atualiza em busca de uma educação de qualidade também para seus alunos.                  Outro caso polêmico nas UEs  é a matrícula de alunos com deficiência nas classes comuns. È certo que buscamos respeitar o direito de inclusão mas adicionar apenas na lista de chamada e dizer ao professor "resolva" é excluir duas vezes. Claro que acredito na inclusão mas temos que nos empenhar na luta pela adequação do ambiente escolar e criar condições para que o aluno incluído possa "satisfazer suas necessidades educativas" (unidade 3 página 72), para que tenham respeitadas e valorizadas suas diferenças e supridas suas necessidades.                                                                                                             Em suma, avanços educacionais estão acontecendo; porém, nem todos, ainda, podem usufruir do que é direito de todos porque precisamos nos unir à comunidade e há que se conseguir a conscientização de todos os que podem garantir estes direitos.
Até breve.
Ó, de bordo  (comentários)
Acabei o Diário de Bordo mas não sei o que postei foi adequado. Essa incerteza intimida a continuidade das tarefas já que escrevemos para ter  um parecer. Receber um juízo de valor constituí-se numa experiência entretanto afirmo que, independente do resultado, ampliei meu conhecimento e acabei por mudar de alguns valores de cidadania. Aguardo o parecer das tutoras para que indiquem se peguei o caminho certo.                                                Bom trabalho e até breve.