Páginas

quinta-feira, 31 de março de 2011

Educação do campo-Diário de Bordo.

Ó do campo! Ó de bordo!

             Nem todo rio desemboca no mar. Há os que perdem suas águas longe de seus destinos e gotejando no campo, evaporam sem se darem conta de sua importância.
              Educação no campo é embarcar em um cruzeiro precário que promete atender à diversidade social brasileira em rios assoriados pelo êxodo rural rumo aos atrativos urbanos.
             O analfabetismo rural, o atraso escolar das crianças que vivem no campo, são desculpas que o poder público emprega para justificar a “predestinação rural”.
             Hoje a luta dos camponeses é por direitos mínimos para os trabalhadores e escola de qualidade para que os filhos permaneçam dignamente no campo, para que possam engajar-se na sociedade como cidadãos críticos, participativos e cientes de seu próprio valor.
            O rumo das águas turvas retornam ao leito natural do respeito à diferença. A Escola da Alternância é uma das possibilidades para atender filhos de agricultores, para que tenham uma educação teórica de melhor qualidade, voltada para embasar a formação prática nas propriedades rurais. Entendo que este projeto possibilitou que a permanência das famílias e seus filhos no campo com garantia de direitos e emancipação social.
             Anos atrás, trabalhei em uma cidade do interior de São Paulo e vi muita criança abandonando a escola na época da colheita por causa da distância, do cansaço etc.E, por isso, concordando com um calendário escolar diferenciado.
            Enfim, termino essa empreitada assumindo que foi importante navegar nas linhas deste capítulo e conhecer iniciativas tão dignas e importantes para o homem do campo cujo olhar marejado de suor e lágrimas  merece nossos aplausos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário